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Tribuna de Nobres

26/10/2020
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Home Editorial A “babel” política e as uvas...

A “babel” política e as uvas...

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(Atualizada)

Todas as setas apontam para uma mesma direção, a de que o homem a ser batido nestas eleições municipais não é nenhum dos candidatos que estejam na disputa em Nobres. O fogo está sendo centrado no atual prefeito do município, Sebastião Gilmar, o Gilmarzinho da Ecoplan, uma espécie de liderança política influente ou que vem influenciando o cenário político desde 2004, quando foi chamado para ser o candidato a vice prefeito do então candidato Flávio Dalmolin, reeleito para mais um mandato, de 2005 a 2008.

Desde então, Gilmarzinho da Ecoplan vem sendo um nome político que tem causado na estatura da política paroquial. Ao fim do mandato, em 31 de dezembro de 2.008, Flávio Dalmolin deixou o poder desgastado politicamente e ainda assim, tentou eleger a candidata que representava os interesses da sua administração.

A então candidata, que mais tarde, em 10 de agosto de 2010, veio a falecer, Maria de Lourdes, a contadora da gestão Dalmolin, desde 2.003, foi a candidata apresentada pelo prefeito, à época, em 2.008, causando a saída do secretário de Administração do grupo político, por descontentamento. Ninguém menos que Gilberto Hoepers.

E para combater o grupo político no poder, eis que surgiu um triunvirato, até então, inexpressivo e desconhecido na política; o então vereador Neko, que se aliou ao contador José Pereira de Sousa, o Ceará, e ao prof.º Evandro Queiróz, apresentando o médico José Carlos da Silva como candidato a prefeito. Naquele período, Gilmarzinho havia recuado da disputa, bem antes das definições de candidaturas.

Neko, Ceará e Evandro Queiroz levaram à análise do grupo o nome do médico José Carlos da Silva, que passou a ser a única opção do PP e foram buscar um vice estratégico para o candidato majoritário. O pecuarista Ismael Baraviera foi o mais votado para formar a dupla “O Doutor e O Fazendeiro”, com estrondoso marketing político, e o custeio político e em parte financeiro de Gilmarzinho da Ecoplan.

Que maravilha e assim se impôs uma derrota ao governo que estava saindo em 2.008. E chegava ao poder o doutor e o fazendeiro, com Neko e Evandro guindados ao estrelato como articuladores de uma candidatura vitoriosa que, apesar do desgaste que já detinha o médico, o marketing mudou a sua imagem.

O céu era o limite para a criatura e os seus criadores e o casamento quase perfeito não durou nem dois anos. Um plano de sabotagem era urdido dentro do próprio governo para desestabilizar o grupo de Gilmarzinho da Ecoplan, já no meio do segundo ano de mandato. Ciúmes e uma cilada bem preparada afastou todo o grupo de Gilmarzinho da Ecoplan do poder em janeiro de 2011.

Neko e Evandro deixaram o governo como vilões de uma história e de um processo que eles mesmos foram elementos chave, como criadores e artífices de uma candidatura vitoriosa, mas que não agradava a um determinado setor, de segunda linha, dentro do governo.

O contador Ceará foi quem trouxe para Nobres aquele que seria o homem chave da segunda parte do governo do prefeito José Carlos da Silva. E Valdinei Albertoni começou logo classificando os comerciantes de maus pagadores de impostos e reclamões.

Estava ali montado o cenário propício para a reeleição de José Carlos da Silva, na eleição de outubro de 2012.  

Novamente, eis que Gilmarzinho da Ecoplan entra em cena, desta vez para enfrentar aquele candidato que ajudou a eleger e para quem estendeu as mãos. O seu adversário direto contava literalmente com a máquina pública e montou uma estrutura nunca antes vista em Nobres, com o palanque recheado de nomes à disputa proporcional e uma estrutura financeira de porte razoável.

E vieram as eleições em 2012, com uma disputa polarizada entre a criatura e o seu criador, e lá estava um velho parceiro de outras jornadas, o Ceará, a seguir o companheiro José.

Os personagens principais da campanha vitoriosa de 2008, Neko e Evandro, ficaram de fora do cenário político de 2012, alijados que foram por aquele grupo que esteve à margem do governo e contribuiu para tomar o poder.

Gilmarzinho foi eleito com 61,95% dos votos válidos, ou seja, 5.753 votos, contra 38,05% do candidato Zé Carlos, com 3.534 votos. A diferença é talvez a maior em Nobres em todos os tempos, com uma vantagem de 2.219 votos sobre o segundo colocado.

Eleito em 2012 com esse volume de votos, pensa que Gilmarzinho da Ecoplan é sucesso? Teve um começo conturbado de gestão, assumindo os rombos deixados pelo seu antecessor, de mais de cinco milhões de reais.

Ainda assim, vem conseguindo executar uma gestão que não seja aquela feita de “gambiarras” e de fachadas, tendo conseguido pagar dívidas herdadas e abdicando completamente do marketing, com os recursos mal dando para saldar a folha de pagamento em meio à crise estabelecida pela economia mundial recessiva e a roubalheira institucionalizada a partir de Brasília.

E o que Gilmarzinho da Ecoplan ganhou com o pagamento de dívidas herdadas e sem investimento em marketing? Em paz com a sua consciência por não deixar ao futuro governante dívidas de sua gestão, de outra parte, tem contra si inimigos políticos em ao menos dois grupos que estão na disputa eleitoral deste ano, ainda que não seja candidato.

Dentro do grupo com o qual o seu partido está coligado, Gilmarzinho da Ecoplan enfrenta resistências, provavelmente, resquícios da derrota que impôs ao então candidato Zé Carlos, em 2012. Lá estavam, novamente, muitos dos que derrotou em outubro de 2012. É dali que vem o “fogo amigo”, que visa tirar Gilmarzinho da Ecoplan da disputa.

De outro lado, na chamada oposição, lá estão seus ex-amigos, transformados em adversários, justamente, por algum tipo de temeridade futura na política. E tem também aqueles que se travestem de amigos, mas que também disparam contra Gilmarzinho pelas costas. E não são um ou dois, mas tem alguns outros, sempre em pele de cordeiro.

Essa é a “babel” que está construindo uma torre, como a uma réplica piorada do pé de feijão, que visa atingir as cumeadas do céu, levando o eleitor de Nobres a vestir essa fantasia transformadora, atirando no que viu e acertando no que não viu.

Em meio a esse tiroteio todo, disparado de amigos, de inimigos e dos lobos em pele de cordeiro, eis que apenas um experiente político concita todos à lucidez. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Edison Luiz Pinto, lá no bairro Jardim Petrópolis, lançou mão da coerência e tomou Gilmarzinho da Ecoplan pelas mãos para se mostrar um reconhecedor de que o fato de ser prefeito, isso não significa dizer que se têm mãos as soluções a todos os problemas de Nobres.

Não, Gilmarzinho não é um mito. Não será, mas também não estará na lista dos piores, daqueles que deixaram furos econômicos (rombo, no popular!) estratosféricos para o miserável do pobre pagar, tanto quanto pagam os ricos.

E o Preá atravessou na frente dos francos atiradores e foi o único a não lavar as mãos diante da crucificação de um inocente. Mas, essa é uma descoberta que virá com o tempo, de um tamanho que só o lúcido Edison Luiz Pinto conseguiu ver.

Mas, o eleitor que não queira entender o que vê e o que verá em comitês e em palanques... é que o poder também causa fome, e por enquanto... as uvas ainda estão verdes...

Last Updated ( Thursday, 01 September 2016 17:49 )  

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