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Tribuna de Nobres

23/10/2020
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Mão e contramão

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Em alguns municípios do violento e conturbado Estado do Rio de Janeiro e também em municípios do interior de São Paulo, já chegou até oito meses de repasses em atraso a essas unidades municipais que ameaçam devolver as denominadas UPA’s ao estado, mas, ao que consta a Secretaria de Saúde nem cogita a possibilidade de recebê-las de volta naquelas bandas carnavalescas.

Todos sabemos que as Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA’s) foram criadas com o objetivo de desafogar os hospitais públicos, através de um modelo de atendimento que acabou copiado por vários estados e até pelo governo federal. Bem, mas isso já faz parte do passado e em determinados municípios dos cerca de 5.570 que o Brasil possui, as UPA’s estão sendo vistas como transtornos pelos prefeitos que, devido à queda de receita, alegam não ter como administrá-las.

Os investimentos em pessoal acabam onerando ainda mais os cofres públicos municipais, para onde vem a menor quantia do bolo orçamentário nacional; em que pese à vida da nação começar exatamente nos municípios.

Consta, segundo dados de notícias divulgadas que, embora a parte que lhes cabe pagar, no caso as prefeituras, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, por exemplo, os gastos representem apenas 25% dos custos de manutenção no caso das não municipalizadas. São as Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, as mais reivindicadas por todos os municípios fluminenses nos últimos anos, mas agora na iminência de serem fechadas por falta de recursos.

Essa é a chamada volta na contramão dos fatos e de toda expectativa que cercava essa solução criada em tempos passados. Tomando como exemplo, o roubado Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense o movimento pela devolução das UPAs à administração estadual é mais forte em Nova Iguaçu, Belford Roxo e São João de Meriti. Os prefeitos de Nova Friburgo e Cabo Frio já tentaram fazer isso e não conseguiram.

A pergunta é: “estaríamos andando na mão certa quando sonhamos com uma UPA/24 Horas para Nobres?”. Há quem compare os gastos com o hospital conveniado com o investimento em UPA, colocando quase que no empate entre um gasto e outro, sem se levar em conta a exigência de quatro profissionais médicos se revezando. Seriam estes profissionais do quadro municipal? Seria possível reverter o quadro de reclamações existentes a cada atraso nos pagamentos de despesas contratuais com o hospital conveniado caso Nobres tivesse uma UPA?

No Rio de Janeiro, que não é o nosso caso, o ex-governador está na cadeia e o atual anda mais falado que mãe de juiz de futebol. Mas, seria melhor uma UPA ou continuar pagando o hospital conveniado? Todos sabemos que o humor varia de acordo com o barulho mágico das notas, do money, do “vil metal” que todos gostam; seja no hospital conveniado ou em uma UPA, que consumiria cerca de R$ 250 mil, segundo avaliação de um secretário carioca. Mas consta que, a partir da UPA municipalizada, o município só recebe apenas os 25% do estado, mais 25% do governo federal, ficando o município obrigado a custear os 50% restantes.

Moleza? R$ 125 mil reais do município e R$ 62,5 do estado e R$ 62,5 da União. Muita gente torce para que o município de Nobres tenha a sua Unidade de Pronto Atendimento no mais breve espaço de tempo, mas será preciso avaliar os prós e os contras.

De outra parte, é um campo de trabalho que se abre para os profissionais que atuam em Nobres na área da saúde.

Mas, ao seguir essa linha de raciocínio, estaremos, enfim, andando na mão certa, sem riscos de sobressaltos? Teremos a competência para gerenciamento de uma unidade dessas? Quem serão os profissionais médicos a atuarem na UPA? A saúde preventiva nas Unidades Básicas de Saúde melhorará ou será relegada a planos inferiores? Não teremos um choque de opiniões entre o que é UPA e o que é UBS? É que tem pessoas que deixam de ir buscar atendimento nas UBS’s  para bater à porta do hospital conveniado, ao menor sinal de uma dor de barriga.

Então, o que pode ser uma luz no fim do túnel, de repente, pode ser um trem vindo da direção da nossa tão sonhada solução, ainda que estejamos em nossa mão, mas correndo o risco de uma colisão frontal contra o desejo de muitos, de se ver livre de um fantasma que já nem assusta mais - o hospital conveniado e os humores diretivos daquele nosocômio quando o dinheiro falta para cobrir as despesas da planilha de custos.

A direção defensiva, mesmo que estejamos na mão certa, sempre é recomendada. E perguntar não ofende?

 

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