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Tribuna de Nobres

18/06/2018
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Crimes sem solução?

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De 50 mil homicídios ocorridos no país por ano, apenas quatro mil (8%) têm o autor descoberto e preso. A estimativa é de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência com dados de 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça. São pelo menos cem mil assassinatos sem solução no Brasil até 2007 — e muitos já prescritos dentro do prazo de 20 anos previsto pelo Código Penal Brasileiro —, segundo o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Isso, de acordo com a reportagem é do jornalista Cássio Bruno, do jornalO Globo, naquele período, ou seja, há 06 anos atrás.

Especialistas apontam uma série de fatores que prejudicam o esclarecimento dos homicídios: o sucateamento das delegacias; a falta de infraestrutura das polícias técnicas nos estados para obtenção de provas; o déficit do número de investigadores; e a burocracia, além da não integração entre delegados, promotores e a Justiça no andamento dos inquéritos.

“O Brasil não tem uma estrutura de segurança pública formada. Não há um sistema nacional integrado para o tema. Há uma resistência grande em abrir a caixa-preta da criminalidade no país”, avaliam os estudiosos.

Em razão desses dados técnicos, levantados a partir de pessoas que acompanham os números da violência, o cenário é desolador para muitas famílias e satisfaz a alguns poucos no que se refere à impunidade.

E onde não há a presença de delegados permanentes nas delegacias? Os números levantados não consideram os fatos que levam ao desinteresse, ao desestímulo e à falta de vontade em investigar por parte de policiais que avaliam antecipadamente os crimes, seus possíveis autores e, principalmente, quem eram as vítimas. No jargão da violência, tem-se que haja comentários que dizem: “já foi tarde”.

A sociedade que paga os seus impostos não pode (e não deve!) se acomodar com o descaso ante as necessárias investigações e elucidações dos crimes que ocorrem. É alto o preço que se paga em impostos para as poucas respostas existentes e que formam os números da violência, aqui, lá ou acolá.

No município de Nobres esses dados se assemelham aos das estatísticas estadual e nacional, guardadas as proporções demográficas, e que precisam merecer maior atenção dos poderes, de forma que os organismos da segurança pública não sigam as suas atividades ao bel prazer de uns e contra a vontade da maioria.

Até porque, se todos são iguais perante a lei, por que grassa a impunidade? E o mal ainda se torna maior quando os corpos das vítimas são vilipendiados ao serem espalhados pelas redes sociais, levando-se em alta conta a longa espera pela presença da Polícia Técnica, fazendo com que a família sofra com a exposição demasiada do corpo.

Paga-se para nascer, paga-se muito mais para viver e para morrer o preço pago é a desmoralização pública por conta do vilipendio de cadáver e da longa espera para o recolhimento dos restos mortais.

 

TRINCHEIRA LIV

Conexão Estranha O empresário do ramo da comunicação, preso em Nobres, gozava de muito prestígio na comunidade local, tanto, que o celular dele continua sendo atendido por outra pessoa e teria sido entregue a uma outra pessoa que, aparentemente, nada tinha a ver com o tipo. E o mais engraçado

Razão desconsiderada

O impasse gerado entre a categoria dos profissionais da Educação e o Executivo municipal está longe de terminar em Nobres. Nenhum dos dois lados cede e o prazo para que os alunos voltem a estudar está sendo esticado. As negociações estão emperradas e a crise entre educação e governo permane
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