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Tribuna de Nobres

26/10/2020
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O prefeito Leocir Hanel (PSDB) está tendo a oportunidade de implementar obras que se encontravam encaminhadas e a espera de vontade política para serem executadas ou ter o seu início. Ele está tendo a oportunidade de ver o quanto um gestor público depende de outros e outros para praticar um governo que seja ao menos razoável.

Projetos que já estavam encaminhados, a espera da liberação de recursos, voltaram a necessitar de novas gestões para que tivessem o seu curso normal. Equipamentos, peças de reposição e outros, a espera de liberação de recursos através dos complicadíssimos procedimentos licitatórios acabam por atravancar o gestor público e comprometer datas quando a máquina pública exige celeridade.

Um gestor que queira ser dinâmico e um pouco mais audacioso, corre o risco de ver e de receber apontamentos pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso. Mas o tempo não para e a máquina necessita se tornar célere ante a exigência da população que quer ver resultados. Esse cenário deixa o gestor angustiado e para quem já está habituado a comprar quando a necessidade exigir na iniciativa privada, no setor público, fica à mercê das exigências e normatizações contidas em lei.

Uma gestão que se preze, não pode se dar ao luxo de esperar por bom tempo e precisa avançar. É isso que preocupa o gestor e o torna, por vezes, pensativo quanto à gerência da coisa pública.

É preciso, em algumas oportunidades, rasgar o gesso e sair a caminhar, acelerando naquilo que for possível. Uma máquina engessada traz prejuízos financeiros e desgastes, mal que vem sofrendo a gestão do governador Pedro Taques, que encontrou um cenário financeiro adverso e teve que se sobressair com o uso da mídia.

No município, é onde os gestores, a toda hora, estão “trombando” com os munícipes, que exigem isto e aquilo. É o caso das obras de infraestrutura turística, sob execução da Secretaria de Estado de Turismo na questão financeira através do Ministério do Turismo. O que teria o município a ver com isso?

Não fosse o fato de a obra estar sendo executada em Nobres, de estar paralisada e causando transtornos, ninguém reclamaria. E a reclamação é com a administração municipal, que nada tem a ver, a não ser o fato de ter essa realização no âmbito local e estar sofrendo com esse estado letárgico da obra, que aos poucos vai se deteriorando.

O instrumento do aditivo na obra (da JK e Marechal Rondon) pode fazer com que ela seja retomada e as pessoas de fato saibam que a administração municipal nada tem a ver com os procedimentos que tanto atrasam a sua execução. A não ser cobrar e se utilizar do Ministério Público para ver a coisa andar.

Então, esses meses de experiência do empresário Leocir Hanel na condição de prefeito de Nobres, demonstram bem como é que funciona a máquina pública, com todas as suas dependências estruturais e burocráticas. Apesar de todos os entraves, é preciso exigir cada vez mais celeridade da sua equipe, evitando que o tempo acabe por emperrar a máquina. Há que se encontrar o equilíbrio entre ação e reação de todo o contexto, avaliando que as vitórias conquistadas se tornem a propulsão a movimentar a máquina para uma velocidade razoável, passado o primeiro semestre.

O segredo é não correr em círculo e fazer opção por metas a cumprir. Afinal, a máquina pública não é carro de exposição, onde se vê um protótipo belo, reluzente e bem cuidado, mas sem ganho de velocidade ou com o motor emperrado... que não vai a lugar nenhum.

De sorte que a opinião pública parece que está de bem com o governo... mas só parece. Que o diga o secretário Marcos Cheba... o para-raios que absorve todas as descargas advindas da sociedade municipal.

 

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