You must be live and work in the UK Payday loans Have a history of poor borrowing

Tribuna de Nobres

19/09/2018
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Entretenimento Movies Lição recente

Lição recente

E-mail Print PDF

A cidade de Nobres, se não ficou estupefata, deve ao menos ter ouvido falar ou tomou conhecimento do episódio recente, ocorrido na quarta-feira (30/05), com a divulgação da notícia da prisão de mais um “aventureiro”, que aportou em Nobres acreditando ser aqui uma “terra de cegos” e ele (a “figura” em apreço) o único com um olho e com a pretensão de se tornar rei nestas bandas.

Um antigo companheiro de jornadas em outrora, Adriano Silva, que foi ativista político e integrado a ordem maçônica, nos alertava em tom de brincadeira, que Nobres se assemelhava a um garimpo, em que o sujeito vinha pra cá acreditando ser o novo eldorado.

Mas não é bem assim embora ainda hoje tudo ocorra obedecendo essa mesma sinfonia, que é quando as pessoas fazem uma ligeira avaliação da terra e acredita que seja aqui o local ideal para jogar a sua poita e pescar o que quiser, quando quiser.

O novo é sempre uma novidade, redundantemente citando. É quando alguns lobos travestem-se de ovelhas e começam a atacar, a difamar os locais, principalmente quando se fala em política, em situações que envolvam grupos, entidades ou coisas semelhantes.

Esse caso, ocorrido dia 30 de maio, que culminou com a prisão de um dono de site, é um desses casos em que não houve nenhuma preocupação em saber quem é o cidadão.

Ele começou com uma campanha agressiva contra o empresário Leocir Hanel, que nem candidato era, e na convenção chegou enquadrando todo mundo, registrando em fotos as pessoas presentes como que, impondo a intimidação aos presentes naquele ato público.

Tempo depois do resultado das eleições municipais, começou a frequentar a sede do governo, sempre extrovertido e “entrão”, como se diz na linguagem vulgar, puxando papo com todos, falando sobre futebol e com outros sobre política.

Dizia-se ou se apresentava como liderança, como articulista político e já começava a fazer alianças futuras para 2.020, “dava aulas” sobre aquilo que julgava ser bom para a administração, inclusive dicas para obras.

Passou a frequentar repartições públicas, onde falava sobre articulações políticas e ligações com políticos importantes. E seguia abrindo caminho com conversas sem tanto nexo, gerando desconfiança, apesar de apresentar um mínimo de sentido a sua fala.

Um policial aposentado, com quem conversava, foi o único a citar: “esse não é flor que se cheire”. Uma questão de “faro” para quem já lidou até com subversivos. E ficou nisso.

Circulando pelos corredores palacianos com liberdade, queria computador emprestado, solicitava impressão de documentos, viajava com pessoas ligadas ao turismo e se apresentava como assessor de entidades ligadas ao turismo, sempre desmerecendo os outros.

Tinha acesso a parlamentares e como não alcançou os objetivos propostos junto ao Executivo municipal, sumiu dali e se ‘encastelou’ no Legislativo, não deixando de manter frequência em algumas repartições públicas estaduais, sempre falando de pessoas e de política.

Não satisfeito, depois de ter tentado articular a criação de uma associação com interesses de fechar as portas a quem fosse da imprensa e viesse de fora, passou a ver os demais como inimigos, atacando, difamando, pechando, apelidando e buscando diminuir aqueles que julgava ser seus concorrentes.

Vestia a capa de bom moço e encontrou uma forma de retaliar contra seus adversários, alguns bem antigos, caso do prefeito, a quem tentou intimidar ainda na convenção.

A forma rápida de retaliação foi á aproximação com os professores em greve, que nem se atentaram para o novo aliado, aquele que estava entre eles ouvindo seus clamores e divulgando a própria insatisfação (dele) com o governante, já que não teve o seu pedido atendido.

Vestia a capa de evangélico e ainda é detentor de algumas páginas na rede social (Facebook), além do site onde produzia ataques contra seus desafetos, principalmente seus colegas de imprensa, lançando mão de citações pejorativas, alcunhas e comparações que acabaram por revelar o próprio perfil, agressivo e continuado que o levou a prisão.

A sua ficha (dele) é vasta, principalmente em agressões violentas contra o sexo feminino, conforme link divulgado por um site, que noticiou a prisão daquele que omitia o verdadeiro e completo nome.

Durante as manifestações dos professores em Nobres, lá estava ele entre as mulheres, com boa aparência e pinta de sedutor, sem que ninguém buscasse saber quem fosse. Pelo menos até a sua prisão, naquela tarde de quarta-feira, em uma repartição pública, por conta de mandado de prisão em aberto.

Pra quem já tinha trabalhado em gabinete de deputado como assessor parlamentar, chegar na cidade de Nobres e tomar conta do pedaço seria qualquer coisa fácil.

José Regis Mota Oliveira é o seu nome verdadeiro e conforme foi divulgado, este nome pode ser encontrado nos sites de busca, principalmente na Comarca de Cuiabá, no Juízo da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

Fica a lição para todos, acerca de uma velha frase: “Diga-me com quem andas e te direi quem és!”. Talvez não pudéssemos dizer, de pronto, quem realmente nos rondava, mas a lei, que é dura, mas é a lei, tratou do enquadramento em relação ao caso.

E para os que atuam nesse setor, principalmente para os que chegam com a proposta de “derrubar” os companheiros, deve ter ficado a lição, de que não basta ter apenas um olho, ainda que em terra de cego... é que há os que fingem não ver, mas que enxergam bem, até demais.

É como vimos em algum lugar por aí, se não seria o caso de se ter também jornalistas fichas-limpas. Não acreditamos nessa proposta, já que o SPC/Serasa é pra todos e que o Fórum é lugar comum para muitos.

Mas certos episódios nos remetem a pensar a partir daquilo que temos parafraseado acerca do político carioca Carlos Lacerda (1914/1977); “Há pessoas inteligentes que, à força de se deixarem adular, acabam estúpidas”.

Dizem que esta fábula seja de Esopo e mais tarde Jean de La Fontaine a reescreveu e ela se nos parece bem a caráter: "Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras, e o mais importante, maduras.

Não pensou duas vezes, depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher o seu alimento.

Usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para apanhá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou cansando-se em vão, e nada conseguiu.

Desolada, cansada, faminta, frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, encolheu de ombros e deu-se por vencida.

Deu meia volta e foi-se embora, desapontada foi dizendo: “As uvas afinal estão verdes, não me servem…”

Quando já estava indo, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão… Voltou correndo pensando ser as uvas.

Mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa, decepcionada, virou as costas e foi-se embora de novo.".

Na nossa videira, sempre é possível observar alguns “olhos gordos”. Em quase três décadas por aqui, já vimos de tudo e a gente, enquanto haver a vontade Divina, vai estar aqui... com as nossa cicatrizes, vendo o desdenhar das raposas, velhas e novas, que vão e que vem, enquanto outras são capturadas por alguma gaiola... talvez, por conta do “modus operandi”, bastante conhecido.

 

TRINCHEIRA LIV

Escalação do Diabo Circula nas redes sociais um áudio em que o ex-governador Silval Barbosa escala o pessoal que recebia, religiosamente, a propina do seu governo. Pôxa! Realmente, uma seleção de gente boa, tem até um evangélico caindo em tentação. Esse “tal” dinheiro quebra qualquer ba

Investimento social

A administração municipal que investe em obras para a estruturação de bairros pobres, só aí já terá dado passo importante para a busca da contenção de uma sangria desatada que significa as demandas sociais apresentadas em ambientes periféricos onde o poder público municipal se faz ausent