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Tribuna de Nobres

28/02/2020
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Como será o amanhã?

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A avaliação do atual prefeito de Nobres, Leocir Hanel, é positiva e a cidade vem recebendo infraestrutura viária e paisagística, o funcionalismo municipal está recebendo em dia e está disposto um clima satisfatório para um gestor que vem fazendo o certo.

Há quem veja o gestor atual de Nobres como imbatível nas eleições municipais do ano que vem. E não é só um, mas muita gente, entretanto, há um sinal evidente de água parada, capaz de contaminar esse entusiasmo de alguns.

Dentro do governo, apesar desse clima aparentemente satisfatório, há conexões que são ligam e há uma corrente de pensamentos contrária embora silenciosa. Há muitos sinais de fumaça que são distinguíveis como insatisfação de setores, da mesma forma com que no Parlamento reside um maniqueísmo visível em relação ao Executivo.

A relação entre os poderes, supostamente harmônica, esconde evidências que uma rebelião está no ar. Nada tão surpreendente como a denominada revolução silenciosa que está em curso entre os servidores municipais, aqueles estáveis e sem quase nenhum atrelamento.

O governante que faz a coisa tecnicamente certa pode não fazer política como desejam muitos e a formação de correntes contrárias começa a se delinear embora não seja possível agradar a uns e a outros. Dizia Tancredo Neves que não se faz política sem que haja vítimas.

Nas próximas eleições, veste-se o pleito de forma surrada com a pergunta: “com que roupa eu vou?”. Em que partido estará o prefeito Leocir Hanel, será o seu grupo tão forte, os que praticaram uma gestão técnica e de resultados terão condições e jeito de pedir votos ao eleitor?

Vendo por esse lado, há um claro enfraquecimento de um governo que se manteve hermeticamente fechado para a política, mas com resultados positivos pela visão estrutural da realidade.

E o risco é aumentado na medida em que a principal fonte de interlocução do governo tende a deixar vago o seu lugar.

Como o prefeito Leocir Hanel lembra que não morre de amores pela política e que não vai entrar em “guerra declarada”, o cenário tão desejado apresenta sinais de brumas.

E a suposição de que Gilmarzinho da Ecoplan possa entrar na disputa do ano que vem, para o prefeito atual não representa nenhuma novidade e as medições sobre quantitativo e qualitativo da gestão Leocir Hanel será o parâmetro a partir de maio.

Como o médico Esmeraldo Ribeiro está candidato desde outubro de 2016 é óbvio, três candidaturas podem estar configuradas, com sinais de que caia apenas para duas e quem sabe para uma. Essa uma é que representa a incógnita.

Uma das saídas do atual governo será a migração do aspecto técnico para uma conversão heterodoxa, chocante para o que é mantido até agora, no apagar das luzes de 2019.

De dentro do governo soou um eco: “em time que está ganhando não se mexe”. Bem, estamos entrando para o quarto tempo do jogo e é quando se exige definições.

Daí a pergunta: “como será o amanhã?”. Responda quem quiser.

 

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