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Tribuna de Nobres

28/05/2020
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Máquina de fritura, de ingerências e de insegurança política

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O baiano de Salvador, nascido em 05 de novembro de 1849 e falecido em Petrópolis (RJ) no dia 1.º de março de 1923, aos 74 anos, incompletos, Ruy Barbosa, teve importante participação na vida pública brasileira, tendo sido um dos intelectuais mais brilhantes de seu tempo, segundo relatos históricos sobre a "Águia de Haia", epíteto recebido do Barão de Rio Branco, como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (Holanda, 1907), onde notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos Estados.
Enquanto senador, Ruy Barbosa travou intensas batalhas no Senado Federal contra a corrupção que grassava ao seu tempo e modo naquele Brasil ainda provincial embora com ares republicanos.
E Barbosa já alardeava em inflamados discursos que se pautava pela convicção do bem, e esta "quando contrariada pelas hostilidades pertinazes do erro, do sofisma, ou do crime, é como essas catadupas da montanha. Vinha deslizando, quando topou na barreira, que se lhe atravessa no caminho. Então, remoinhou, arrebatada, ferveu avultando, empinou-se, e agora brame de voz do orador, arrebata-lhe em rajadas, sacode estremece a tribuna, e despenha-se-lhe em torno, borbulhando".
Não, o ex-ministro Sergio Moro não é o Ruy Barbosa dos dias atuais, mas causou uma impressão tamanha em nível mundial por promover uma espécie de limpeza moral neste País que ainda hoje marulha dos conventículos, os mais sórdidos que são urdidos, para a garantia de um poder que nunca será absoluto.
Heitor Durville já dizia que "Educação, religião, sexo, moral e dever, variam de acordo com a pessoa, época, Estado ou País, porém, o mundo é a eterna verdade em qualquer momento e lugar no Universo, é sempre a mesma coisa".
O mesmo Heitor Durville nos propõe que seja "mais difícil entender as complicações e artifícios mundanos, do que seguir a simplicidade da verdadeira vida real".
O Brasil vive dias de intensas complicações e de reconhecidos artifícios mundanos na atualidade, onde um presidente de uma nação grandiosa, de dimensões continentais, guindado ao poder através dos instrumentos modernos da tecnologia, tornou-se uma celebridade, sem o menor esforço, sob o prisma de que tenha conquistado o eleitorado e não gastou fortunas em campanhas.
Jair Bolsonaro tornou-se o mais novo modelo brasileiro de honestidade, fugindo da regra que, supõe-se, seja a do eterno esbulhar contra a nação, ao extremo.
Celebridade política instantânea, Jair Bolsonaro é o nome da moda, está para o país como novo Messias, tão esperado e desejado ante um cenário de corrupção que acompanha o povo desde um pouquinho além do ano de 1.500, após a descoberta das nossas terras.
Estabeleceu-se, a partir da eleição de Jair Bolsonaro uma nova forma de mostrar ao mundo como se faz para processar a transformação da água, onde se verte vinho aos inebriados carentes de um governante que tenha competência, postura e equilíbrio.
Todas as expectativas geradas em torno desse novo 'mártir' da política brasileira vão se despedaçando, momento a momento, dia a dia, por conta de um desejo incontido de mirar a reeleição e ainda ter que carregar os devaneios de filhos que são reconhecidos através de números ordinais e de muita falácia, tramas e perseguições de inimigos imaginários.
O número um, trama para derrubar um ministro. Hipoteticamente, o segundo na ordem da hierarquia dos abusos de poder, promove campanha sórdida e ataques levianos contra uma amiga de primeira hora, a deputada Joice Hasselman. Um outro filho, sabe-se lá, que número... têm anunciada a sua fama em rede nacional, em meio aos nomes mais ilustres da atual conjuntura administrativa do Brasil, como o que "pegou" todas do seu condomínio, onde o ex militar e miliciano Adriano Nóbrega tinha morada.
Com o vice presidente Hamilton Mourão, general respeitado, com todos os ministros em rede nacional, conseguir absorver que a Polícia Federal do Estado Brasileiro fosse comparada ao Inmetro. Quanta falta de respeito, tanto a um quanto a outro órgão, respeitadas as suas competências, onde se anuncia que se vai 'implodir' aquilo lá.
Calado, o ministro Guedes, que tem uma bagagem bem maior que aquele seu autodenominado "chefe supremo", teve que respirar fundo atrás de uma máscara, instrumento mais ou menos útil em meio ao desrespeito contra o tão pregado (e maculado, também!) ajuntamento social.
Que triste figura a do ministro Ônix Lorençoni, escondido aos fundos de um ajuntamento de líderes que dominam o Brasil hoje em dia, sujeitando-se ao paralelismo no conjunto, vítima, talvez dos filhos do capitão (vide quadrinhos... Os Sobrinhos do Capitão).
Na sequência dessa intragável realidade, o ministro Eduardo Mandetta foi retirado do cenário governista por ser articulado e ter experiência política. Trocaram o ministro da Saúde porque fala uma linguagem que todos entendem e com perfil para um grande concorrente do atual presidente.
Inventaram uma mácula ao Mandetta, rebuscada de Campo Grande, ali bem perto da sua casa, a bela Maracaju. Não viram nada disso antes, só depois da cizânia armada.
E o acúmulo de inimizades gratuitas por conta do ainda longínquo ano de 2.02, ratificam-se a partir daqueles considerados virtuais litigantes em uma contenda imprevisível, a partir do governador Witzel, do Rio de Janeiro. O governador Dória (SP) é atacado constantemente por se mostrar presidenciável. No Nordeste, os governadores que não se mostram aliados, são tratados como detratores do governo.
Mas, por que, cargas d'água, na hora de atacar a democracia e buscar a defenestração da imagem dos ministros do STF, do Senado e Câmara Federal, isso se faz com os "número um, número dois... três" e para reparar os erros cometidos, todos os ministros tem que estar nos costados do falante chefe supremo?
Soa frágil a citação de um grande líder (ou que se supõe seja) quando se ouve a pronúncia sempre na primeira pessoa do singular ou na clara aplicação do gerundismo imedível: "eu vou estar governando o país deste povo que me apóia...".
Fica fragilizada a citação "povo", na medida em que seja faça necessário, sair cotidianamente às ruas para conferir um prestígio que vinha sendo inegável, na medida em que os bons resultados iam acontecendo.
Iam... mas está se perdendo em cada padaria, em cada farmácia, nos lares e nos meios políticos a partir da insegurança e das ingerências nada republicanas dos filhos que querem governar o País por tabela e encontram guarida na fragilidade dos raciocínios do novo Messias que vê um inimigo em potencial em cada ambiente dos poderes.
É esperar que o Brasil reencontre-se consigo e que a paz volte a reinar, ainda que as mortes sigam extraindo dos seios familiares os seus entes queridos, únicas referências neste mundo de incertezas.
É de se acreditar que os fracassos de agora se tornem as vigas que sustentarão uma nação que jamais perdeu as esperanças, ainda que seja esbulhada a sua gente, governo a governo.
Que sejamos fortes o bastante para reerguermos diante do caos social, econômico e político que já está instalado e não terá sido por conta dos episódios de ontem (24/04/20), mas por uma saúde que não permita que a população seja dizimada, onde os que sobreviverem jamais perca a fé nos governantes.
(Por Benedito Fernandes de Souza).

Last Updated ( Saturday, 25 April 2020 13:49 )  

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