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Tribuna de Nobres

31/10/2020
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Sucessão de erros...

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Em 1.992, quando os municípios se encontravam em plena euforia da sucessão municipal, em Nobres não era diferente, onde os grupos políticos se mobilizavam nos bastidores para a eleição de um novo prefeito.

Nos bastidores políticos o MDB era o partido que dava as cartas e jogava de mão, capitaneado pelo deputado estadual Joemil Araújo e os líderes locais, cuja proposta era fazer o sucessor do então prefeito Amélio Dalmolin.

Como liderança regional, o deputado Joemil teria traçado um alinhamento que permitiu a demissão do então secretário municipal de Saúde, André Avelino Bezerra, fazendo trazer para a cidade de Nobres o presidente da Câmara Municipal de Rosário Oeste, Manoel Loureiro Neto, que largou tudo e veio de mala e cuia para Nobres.

As ‘mexidas’ no cenário doméstico parece que soaram estranhas aos políticos locais e havia sinais de que aquela balada não seria a que todos gostariam de ouvir. Mas o plano seguia em curso e Manoel Loureiro inaugurou o Hospital Laura de Vicuña, justamente em outubro de 1992, para garantir uma pompa aos seus planos políticos, engendrados pelo PMDB.

Tudo caminhava dentro do pragmatismo dos velhos caciques daquela época e Manoel Loureiro andava as portas do poder em Nobres, estendendo a força política de Joemil Araújo sobre o município que foi ‘filho’ de Rosário Oeste e já caminhava com as próprias pernas.

Havia uma perfeição naquele planejamento, tido como infalível, colocando-se a imagem da nova casa de saúde como uma fonte de inspiração para que o município de Nobres fosse o novo panteão dos peemedebistas.

Mas, nem tudo era perfeição e nos bastidores da política havia uma mobilização em um tempo em que se podia dizer que fosse “por Nobres”. E o trabalho de formiguinha levou a uma descoberta que arrasaria os quarteirões da política, conhecida de todos, que foi a descoberta de transferências ilegais dos antigos títulos eleitorais ou cédulas, como queiram.

Os planos ruíram e a ‘enxurrada’ de problemas surgiram, assim como a derrota nas urnas, estabelecendo um estigma ao hospital que marcaria para sempre a vida da casa de saúde, que é privada.

Manoel Loureiro perdeu e o hospital, novo, se viu envolvido numa ‘guerra fria’ com a família Barbosa Nogueira que assumiu o poder a partir de 1993 em Nobres.

E lá foi o hospital privado para um período de penúria, em que pese contar com um quadro de profissionais respeitados e abnegados, a equipe sucumbiu e os problemas avolumaram-se.

O nome de Nobres foi parar no Globo Repórter da TV Globo e a nódoa perdura em relação ao Hospital São Luiz, que pertenceu aos Barbosa e o novo hospital, inaugurado em 1992.

Só ali, naquele curto período, seria o suficiente para se fazer uma análise profunda sobre saúde e política, que não se funde e nem se confunde.

Mas não, saiu dali, de alguma forma, guindado ao papel de candidato de um grupo político que buscou reinventar a roda, um nome que mudaria para sempre a configuração política e a saúde, numa amálgama irreparável.

O médico prefeito, em que todos apostaram como solução, veio a causar sequelas administrativas e financeiras que ainda hoje necessitam de reparos.

E pensam que se aprendeu com as experiências mal sucedidas? Não!                       

Em 2.016, notou-se algumas certas e outras incertas comemorações festivas internas que denotavam uma nova e ilusória tentativa de se casar “saúde com política partidária”, mas não foi muito adiante e acabou cambaleante.

E para não deixar pegadas na areia, desvencilhou-se daquele ‘excesso’, criado mais uma vez no laboratório das fantasias políticas.

Recentemente, em conversa jogada fora, ouviu-se de um antigo servidor daquela casa de saúde, que um filho dileto dali deixou prejuízos (in)calculáveis a casa onde praticamente morava.

E uma nova retórica se desenha: pensam que se aprendeu com os erros?

Tocam as trombetas de que daquela casa de saúde pode sair a vice prefeita de um candidato que ainda nem se decidiu pelo que vai fazer.

Será que, internamente, não há quem se atenha ao fato, procurando ver o lado positivo do respeito que se encontrou a partir das parcerias estabelecidas com entidades respeitáveis do município?

Não seria o caso de buscar a promoção de estudo de avaliação, seja através de pesquisa ou de consulta pública sobre a satisfação do público com essa fase em que os bons ventos sopram em favor do respeito e do compartilhamento de soluções para a saúde da população de Nobres?

Ou que se faça um exame sofisticado para se chegar à conclusão sobre o DNA da casa de saúde, se contém alguma realidade que defina o perfil desse apego e ao mesmo tempo apelo político que até hoje nada de positivo trouxe.

Justamente agora, quando a população vê a casa de saúde com tamanho respeito e o próprio poder público tem feito a sua parte, cumprindo com as contratualizações com esmero e sem deixar atrasar.

Por que, a insistência nessa fusão entre saúde privada e política partidária?

Não vai acontecer, mas prevenir contra erros do passado já terá sido importante para que a saúde da população não tenha uma recidiva negativa, o bastante para desandar o que se apresenta ao menos coerente e equilibrado neste momento.

Antes de tudo o que seja politicamente incorreto ocorra onde muitos que precisam da casa de saúde terminem sem o mel e sem nem a cera, que se reveja sobre os boatos sobre essa pretensa incoerência... essa sucessão de erros.

 

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