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Tribuna de Nobres

24/05/2019
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Audiência Pública discute utopias

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audi2_480x639Alguns vereadores não sabem por que o povo se afastou do Parlamento municipal e a comunidade tem demonstrado desinteresse pela atividade parlamentar. Também, quando é para se discutir assunto sério, um ou outro vereador cai em devaneio, tentando criar fantasias, e isso, obviamente, gera desconfiança popular. Conhecer o orçamento apresentado pelo Executivo municipal de Nobres para o próximo ano, é com esse objetivo que se realizou audiência pública na noite de 12 de julho no Plenário da Casa de Leis, em sessão presidida pelo vereador Silvestre Campos, da Comissão de Administração Tributária, Financeira e Orçamentária, que tem a vereadora Paula como relatora e Manoel Fermino Pinho (foto) como membro. Além destes, todos os demais vereadores se fizeram presente e o interesse público foi dos menores, com pouco menos de 10 pessoas presentes ao ato público.
Foram apresentadas as diretrizes orçamentárias que nortearão o Orçamento Público de Nobres para 2011 e os vereadores pareciam perdidos na finalidade precípua da reunião pública. A criação do geo-obras municipal foi proposta pelo vereador Manoel Fermino (DEM) insatisfeito com o Tribunal de Contas pela aprovação das contas de Nobres do ano passado. Geo-obras municipal, para acompanhar as obras executadas pelo Executivo, que disparate. E o que fariam os vereadores? Se o geo-obras do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso não conseguiu acompanhar as obras que vem sendo realizadas em Nobres, como alega o vereador Fermino, quem mais deveria acompanhar além do vereador que é pago para isso?
Até hoje, nenhum membro da sociedade civil conseguiu emplacar uma emenda ao orçamento através do PPA (Plano PluriAnual), nem mesmo os vereadores conseguem ver as suas indicações aprovadas, levar a discussão para os bairros junto às comunidades, que influência teria junto ao governo? Por volta do ano de 2007, alguns entusiasmados presidentes de associações comunitárias compareceram a uma audiência pública semelhante e apresentaram emendas ao orçamento que nunca foram acatadas. Emenda para a revitalização do centro comunitário, por quantas vezes já foi reapresentada? Algum prefeito já cumpriu com o que está inserido no orçamento? Discutir essas mesmas propostas nos bairros, que respaldo terá junto ao governo?
Conhecer a realidade de Lucas do Rio Verde, de Sorriso, de Nova Mutum não é proibido, mas anunciar que aqui deveria ser igual lá, é querer fantasiar a realidade. A irresponsabilidade aqui é cultural e parecida com obstáculo intransponível, e a sociedade não pode ser enganada com utopias. Um exemplo disso está no projeto de lei que virou lei, de autoria do vereador Carlos Marques Ribeiro, o prof. Neko, que obrigava o então prefeito Flávio Dalmolin a realizar exames auditivos e de visão em todos os alunos da rede pública municipal, anualmente, quando já se viu isso em Nobres? Hoje, como secretário municipal de Educação, o prof. Neko faz questão de ignorar lei de sua própria autoria e ninguém vai ao Ministério Público para reclamar. Esse seria papel do vereador, na defesa dos interesses sociais, mas quem faz isso?
becoO então líder comunitário José Pereira da Costa pleiteou avançar no prolongamento da rua Alagoas, garantindo direitos de cidadania aos moradores de um beco (foto) abandonado no bairro São José, quem deu ouvidos a ele? Tal proposta foi inserida no orçamento e até não se resolveu aquela pendenga.
"Eu viajei 300 kms.", depois mais 2.000 kms., disse o vereador Fermino Pinho, para conhecer a realidade dos outros, mas e a nossa, quem conhece? A realidade de Nobres é por demais conhecida para ignorarmos, cada um dos vereadores não sabe o tamanho e nem a importância que têm perante a comunidade, desde que não seja o cumprimento do tacanho papel de apontar que falta ponte e levar consigo o empreiteiro para conversar com o prefeito. O vereador é uma autoridade e co-gestor público, mas precisa se portar como tal, ajudando o prefeito a administrar e operando para que o prefeito demita aquele que não quer trabalhar ou que esteja prejudicando ou lesando o patrimônio público. Que vereador faz isso? O vereador não seria o elo de comunicação entre governo e comunidade? Mas há quem prefira não desagradar ao governo e estar do lado de lá, nem que seja para ficar falando mal daqueles que alguns acusam de lesar o patrimônio.
Então, para resumir, assistimos a uma audiência pública improdutiva, com debates fora da realidade e propostas utópicas, como a que se propõe, de criar mecanismos para acompanhamento de obras que são realizadas bem na nossa "cara", e mal executadas. Se essa é uma forma nova de "lavar as mãos", o modo original de Pilatos, mesmo diante de tamanho desafio e da má repercussão que até hoje causa, ainda é aceitável. Até porque, a história onde Pilatos aparece mal na fita já não é possível mudar, mas cada vereador tem o dever e a responsabilidade de mudar o curso de uma história de mesmices que a população de Nobres assiste a cada quatro anos, sendo subalternos do poder e aplaudindo quem não merece.
Com um pouquinho menos utopia e uma boa dose de realidade, é possível virar esse jogo, a começar pelo respeito ao povo que paga os seus impostos e não pode aceitar que os fatos se repitam, sempre, de trocar seis por meia dúzia... ou seja, tira-se uma camada asfáltica de péssima qualidade e sobre aquela se implante outra, de qualidade duvidosa, sob os olhares complacentes dos tais guardiões dos interesses populares. E há quem diga que o asfalto que Nobres recebe é "de graça". Como? Se é custeado com dinheiro público. Falar menos e agir mais, colocando a razão acima de qualquer sensibilidade, é isso que o povo espera.
Foi um fiasco essa audiência pública e, não por acaso, ninguém do governo deu bolas para ela.
Last Updated ( Wednesday, 14 July 2010 11:32 )  

Trincheira LV

Palpite Aí? Acusado de vender sentença, o juiz de MT, Evandro Stábile, além da tornozeleira eletrônica, está proibido de frequentar qualquer ZBM, boteco ou arriscar jogar uma caixeta, pif-paf ou truco. Nem arriscar fazer uma fezinha no Leão ele está podendo, dar palpites para o milhar, menos

Economia ou oportunismo?

Apesar do clima de desconfiança que ronda o interesse dos políticos pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata da prorrogação do mandato de prefeito e vereadores até o ano de 2.022, há uma forte de tendência de que o objetivo possa ser alcançado. A proposta, de autoria do deput