You must be live and work in the UK Payday loans Have a history of poor borrowing

Tribuna de Nobres

19/10/2019
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Entretenimento Music Ponto de Cultura abre as portas ao Projeto “Nobres Cordas do Cerrado”

Ponto de Cultura abre as portas ao Projeto “Nobres Cordas do Cerrado”

E-mail Print PDF
Anderson_5_640x480Finalmente, o município de Nobres começa a acordar para uma nova e aprazível realidade, é o despertar da cultura em todas as suas formas e cores, graças à criação do Ponto de Cultura, por um colegiado de atores que se lançaram na proposta de garantir os primeiros passos desta terra a um primeiro marco cultural. Com um passo de cada vez, o Ponto de Cultura vai garantindo a Nobres uma participação efetiva e atrativa a um só tempo nas atividades culturais, como a que possibilitou trazer até a cidade de Nobres o internacional Jonas Barros, um artista plástico que aborda a preservação do patrimônio natural de forma intrínseca, levando o público a um mergulho nas águas rasas de suas obras, que tem a fauna e a flora aquáticas em mosaicos que apontam para um olhar futurista em relação ao nosso rico patrimônio natural. (Foto: Anderson e Sirlene, instrutores do curso que começa em junho).

Em Nobres, nos dias 29 e 30 de abril e 01 de maio, Jonas Barros trouxe a cultura e toda uma oferta de seu relacionamento com o mundo da cultura e do empresariado para aproximar Nobres daquilo que até bem pouco tempo não saia das retóricas de palanque, o turismo associado à cultura e ás raízes regionais. Em mesma oportunidade, o Ponto de Cultura, que já havia oportunizado o Coral "Nobres Vozes" ao alcance de todos, trazia até Nobres Glaucos Monteiro, músico multi-instrumentista e produtor cultural atuando desde os anos 80 em Cuiabá e MT. Comunicólogo formado na 1ª Turma de Comunicação Social (Rádio & TV) da UFMT, em 1994. Atuou como Chefe da Divisão de Música da Secretaria de Estado de Cultura de MT entre 1997 e 1999 onde coordenou diversos programas como: "FUNARTE na Cidade", "Projeto Pixinguinha", "Rede Nacional de Música" ligados a FUNARTE, Coordenador de Programação do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, do Programa Nacional de Apoio às Bandas de Música MinC-FUNARTE em MT.
Anderson_1_640x480Agora, mais recentemente, através do Ponto de Cultura, foi gerado o Projeto "Nobres Cordas do Cerrado", após a aprovação do denominado Microprojetos Amazônia Legal, do Governo Federal, que viabilizou a compra de violões para que a nossa maior referência em viola caipira, Anderson (Viola) Baraviera de Arruda, pudesse ministrar aulas aos alunos inscritos. Serão seis meses de curso de viola caipira e violão sob Anderson Viola e Sirlene Borralho. (Foto: Anderson com Diniz, companheiro de estrada e de muitos festivais).

Sobre os objetivos do projeto, cita-se que ele "visa oferecer aos jovens aulas de instrumentos musical de cordas – viola caipira e violão, cuja ação tem por objetivo a promoção, inserção sócio-econômico e cultural de jovens, mediante a valorização de manifestações artísticas, especialmente através do viés musical".
Daí, a contratação de Anderson Viola para comandar o Projeto "Nobres Cordas do Cerrado", pela sua experiência como violeiro, vencedor de festivais dessa modalidade e pela sua participação em eventos com os mais renomados violeiros do País.
Anderson_3_640x480Mas Anderson Viola (foto, com um fera da viola caipira, Levi Ramiro, em recente oficina), ao mesmo tempo em que ensina, também aprende, já que tem participado de oficinas com estudiosos da música, onde Anderson mistura a sua prática musical com os conhecimentos técnicos musicais, dessa que também é uma ciência e remonta de longa data. Veja o que conta a história: "Nascida supostamente na Europa por volta do ano 1300, á viola caipira descende de um instrumento árabe chamado guitarra mourisca. Voltando um pouco no tempo, por volta do ano 3000 a.C., os únicos instrumentos de cordas que tínhamos notícias eram as harpas. Instrumentos que podiam apenas tocar uma nota por corda e eram baseadas em escalas pentatônicas (escalas de cinco notas). Sumérios, egípcios, chineses a utilizaram durante muitos milênios. Nesta época, descobriu-se que esticando uma corda em uma superfície qualquer, a mesma podia dar inúmeras alturas de som com apenas um toque do dedo. Acredita-se então que a primeira providência foi colocar em uma harpa um pequeno braço de madeira e esticar suas cordas até a extremidade das mesmas. Surgiu, então, um instrumento mais complexo capaz de sobrepujar a música até então realizada. Com o tempo, descobriu-se também que uma corda esticada em um recipiente acusticamente favorável (como uma carapaça de quelônio) produzia um som mais alto. Surgia na região da Arábia o antecessor do alaúde, um instrumento que tinha braço e um bojo feito com uma carapaça de quelônio com um couro esticado como tampo. Por volta do ano 2000 a.C., os árabes resolveram construir este instrumento, de madeira, imitando em seu bojo a curvatura das carapaças dos quelônios. Surgia então o a'lud ou alaúde que em árabe significa "madeira". Perto do ano 900 a.C., este instrumento sofreu uma ruptura. Dele surgiria o alaúde que nós conhecemos hoje, com um braço menor. Nesta época, acredita-se que o alaúde já usava cordas duplas para aumentar sua sonoridade. O alaúde original de braço comprido utilizado por mouros e egípcios ganhou o nome de guitarra mourisca. Com a invasão árabe na península ibérica por volta do ano 650 de nossos tempos, toda cultura árabe foi despejada na região que conhecemos hoje por Portugal e Espanha. Com ela vieram a música e os instrumentos típicos. O alaúde teve como alteração apenas a adição de trastes, enquanto a guitarra mourisca começou a passar por uma lenta transformação. Primeiramente, seu corpo ganhou um leve acinturamento na região central e seu bojo curvo começou a perder esta característica (fato que levou por volta de mil anos) ganhando forma plana".

Anderson Viola
Anderson_8_640x480Em entrevista, exclusiva ao jornal "Tribuna de Nobres", Anderson Viola fala do Projeto "Nobres Cordas do Cerrado". De acordo com Anderson, a sua participação nesse projeto deve-se ao apoio do companheiro de atividade, Diniz Brandão, com que já tocou muito, e que o incentivou, ajudando inclusive a rabiscar aquele que seria o projeto original. Depois veio a ajuda de Jeferson Borralho e da equipe do Ponto de Cultura na viabilização do projeto como conta Anderson. (Foto: Com o pai, Tico Arruda - família tocando unida).

Anderson Viola lembra que esse é o primeiro projeto desse nível que participa e se diz muito feliz pela participação e por poder passar o que sabe aos jovens adolescentes.
Anderson_7_640x480Entre subir ao palco e se apresentar, Anderson lembra que é um momento mágico e exige dedicação na busca do aplauso, tanto quanto é uma arte, ensinar aos mais jovens, como que, transitando entre passado e presente através de uma porta, oportunizando aos jovens conhecer o instrumento com que lidarão nas oficinas de música. (foto: Anderson com o renomadíssimo Renato Teixeira, autor das mais belas letras musicais da nossa música brasileira).

Perguntado sobre se as vitórias em festivais estaria associada ao conhecimento técnico do instrumento (viola caipira), Anderson lembrou que o conhecimento teórico da música é um fato novo para ele que é auto-didata e aprendeu ouvindo e praticando com a viola caipira.
Para o aprendizado da música, o aluno terá que mesclar dedicação e persistência, conforme o instrutor do curso que começa em junho. Ouvindo música de qualidade, o contato com o instrumento e algumas informações teóricas sobre a viola serão oportunas ao aluno para que aprenda a forma básica de tocar viola.
Os estudos com os inscritos começam em 02 de junho, com duas aulas semanais e seis meses de duração, informa Anderson. "Vamos, nesse período, conhecer a história da viola e trabalhar no sentido de que o instrumento seja valorizado por muitos anos".
Anderson Viola defende a valorização e o apoio à cultura como um todo e o incentivo está chegando de fora, com a visão de outras pessoas que se interessam por Nobres e querem fazer cultura aqui.
Anderson_12_640x480O violeiro, ao encerrar a entrevista, exclusiva ao jornal de Nobres, agradece o apoio de companheiros da arte, entre Diniz, Natalino (foto), ao poder público municipal pelo espaço cultural, ao dr. André Avelino, secretário de Cultura, pelo incentivo e apoio, ao pessoal do Conselho de Cultura, e ainda ao casal Jeferson Borralho/Sirlene pelo incentivo e ações em favor da gestação de diversos projetos na área cultural através desta que hoje é a maior referência em cultura, redundantemente, o Ponto de Cultura.
É oportuno lembra que Anderson Viola cedeu a sua viola caipira, de muitos festivais e vitórias, ao Ponto de Cultura que, obviamente, será tombada como patrimônio do Ponto de Cultura.
 

Trincheira LV

Curva Famosa Logo após a aquela travessia pelo Córrego Cocalzinho, tem-se o início de uma curva acentuada com ângulo bem acima dos 50º, segundo os nossos cálculos (Zero de Matemática). É a denominada curva do Pocotó, bem próximo à Estância “Rabo de Fora” (sei lá, por quê?). A fama d

Imagem reversa

O setor industrial em Nobres tem a intenção de mudar alguns conceitos e até pré-conceitos sobre a indústria da mineração em Nobres. Sabe-se que o setor quer mostrar que não é o grande vilão da história e que contribui para a melhoria e o desenvolvimento do município. Na verdade, a indúst