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Tribuna de Nobres

21/10/2018
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À moda antiga, tirar do ar canal televisivo para não ter notícia desfavorável

À moda antiga, tirar do ar canal televisivo para não ter notícia desfavorável

O município de Rosário Oeste não padece de um só mal, que é a gestão administrativa tocada ao sabor do vento, conforme atestou o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

A Egrégia Corte de Contas, na análise das contas do exercício de 2015, apontou que foi constatado nas contas do município de Rosário Oeste, diz respeito ao ranking de gestão fiscal, em que são avaliados os 141 municípios mato-grossenses, e Rosário Oeste aparece na 124ª posição, ou seja, com apenas 17 municípios mais ruins que o próprio e com 123 melhores ranqueados.

Esse cenário, segundo o então relator, se deve ao fato de que o município tem apresentado, desde 2012, o conceito "D" – Gestão Crítica, em razão dos resultados negativos dos indicadores relativos à Receita Própria Tributária, Despesa com Pessoal, investimento, custo da dívida e resultado orçamentário do RPPS, sendo, portanto, necessário empreender esforços no sentido de melhorá-los, como mencionou o relator.

Para não se falar do Aplic e as brumas que o sustentam.

Aí vem um repórter de tevê, influenciado por alguma informação que saiu de Rosário Oeste, e resolve atacar pelo lado dos procedimentos licitatórios, penalizando até quem trabalha e dá duro na vida.

A notícia, apesar de espalhafatosa, não teria tanta repercussão não fosse uma mente privilegiada sugerir a retirada da emissora do ar. A decisão causou mal estar nos meios comunitários em Rosário Oeste e até agora nada abafou tamanha desfaçatez, a tentativa de “domar” a informação, seja ela positiva ou negativa.

A atitude ficou insofismável e renova uma velha frase, do jornalista espanhol Jaime Campnany: “Aos políticos não dói o que inventam a respeito deles, apenas o que descobrem”.

O prestador de serviço apresenta seus documentos de acordo com o que exige o setor de licitações e a própria Lei n.º 8.666/93, cabendo ao setor competente ás ações de cunho burocrático. Ao se informar junto aos prestadores de serviço, o repórter tentou apenas endossar e ilustrar a informação.

O prefeito João Balbino, sem temeridade, respondeu aos questionamentos do repórter, com calma e segurança.

Até aí a situação parecia sob controle, mas daí a retirar do ar o canal televisivo, a atitude foi grotesca e fora de época, demonstrando que a administração está mal assessorada e necessita de correção de rumos.

É lamentável que esse procedimento, tão arcaico quanto permanecer ocupando o ranking negativo, com conceito “D” e avaliação como “Gestão Crítica”, seja colocado em prática no quintal de uma capital que está prestes a completar 300 anos de fundação.

Nos seus 157 anos de história, a administração municipal se deixar apanhar por uma esparrela desse nível, desqualificando ainda mais a conceituação de gestão administrativa nada modelar.

Ao mesmo tempo em que o município divulga uma imagem de administração correta (ou quase isso), dos bastidores do poder ecoa uma nota dissonante que destoa totalmente daquilo que está colocado por aí.

A política praticada ao melhor estilo coronelista, com a tentativa de estabelecer um pano de fundo para algo que nem teria sido tão grave assim do ponto de vista da notícia.

De quem foi á ideia? No governo ninguém informa nada, ainda que a administração municipal esteja assessorada só por “expert’s” em comunicação social, a nódoa está colocada e nem Odorico Paraguaçu (O Bem Amado prefeito de Sucupira) teve tanto interesse assim, em tentar transformar a imprensa, de cores vivas, numa imprensa “marronzista”, porém, amordaçada; e ainda por conta de uma notícia que se dissiparia no ar tal e qual um perfume de qualidade duvidosa.

E de quem seria a culpa? De uma oposição que está matando cachorro a grito? Quem “compraria” pessoas para vaiar o governante quando se está mais quebrada que arroz Tipo C?

Dois opositores? Que piadinha sem nexo. É a glória para quem não está assim, com essa bola toda.

 

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