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Tribuna de Nobres

19/07/2019
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Editorial

Crimes sem solução?

De 50 mil homic√≠dios ocorridos no pa√≠s por ano, apenas quatro mil (8%) t√™m o autor descoberto e preso. A estimativa √© de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Viol√™ncia com dados de 2011, divulgada pelo Minist√©rio da Justi√ßa. S√£o pelo menos cem mil assassinatos sem solu√ß√£o no Brasil at√© 2007 ‚ÄĒ e muitos j√° prescritos dentro do prazo de 20 anos previsto pelo C√≥digo Penal Brasileiro ‚ÄĒ, segundo o Conselho Nacional do Minist√©rio P√ļblico (CNMP). Isso, de acordo com a reportagem √© do jornalista C√°ssio Bruno, do jornalO Globo, naquele per√≠odo, ou seja, h√° 06 anos atr√°s.

Especialistas apontam uma s√©rie de fatores que prejudicam o esclarecimento dos homic√≠dios: o sucateamento das delegacias; a falta de infraestrutura das pol√≠cias t√©cnicas nos estados para obten√ß√£o de provas; o d√©ficit do n√ļmero de investigadores; e a burocracia, al√©m da n√£o integra√ß√£o entre delegados, promotores e a Justi√ßa no andamento dos inqu√©ritos.

‚ÄúO Brasil n√£o tem uma estrutura de seguran√ßa p√ļblica formada. N√£o h√° um sistema nacional integrado para o tema. H√° uma resist√™ncia grande em abrir a caixa-preta da criminalidade no pa√≠s‚ÄĚ, avaliam os estudiosos.

Em raz√£o desses dados t√©cnicos, levantados a partir de pessoas que acompanham os n√ļmeros da viol√™ncia, o cen√°rio √© desolador para muitas fam√≠lias e satisfaz a alguns poucos no que se refere √† impunidade.

E onde n√£o h√° a presen√ßa de delegados permanentes nas delegacias? Os n√ļmeros levantados n√£o consideram os fatos que levam ao desinteresse, ao desest√≠mulo e √† falta de vontade em investigar por parte de policiais que avaliam antecipadamente os crimes, seus poss√≠veis autores e, principalmente, quem eram as v√≠timas. No jarg√£o da viol√™ncia, tem-se que haja coment√°rios que dizem: ‚Äúj√° foi tarde‚ÄĚ.

A sociedade que paga os seus impostos n√£o pode (e n√£o deve!) se acomodar com o descaso ante as necess√°rias investiga√ß√Ķes e elucida√ß√Ķes dos crimes que ocorrem. √Č alto o pre√ßo que se paga em impostos para as poucas respostas existentes e que formam os n√ļmeros da viol√™ncia, aqui, l√° ou acol√°.

No munic√≠pio de Nobres esses dados se assemelham aos das estat√≠sticas estadual e nacional, guardadas as propor√ß√Ķes demogr√°ficas, e que precisam merecer maior aten√ß√£o dos poderes, de forma que os organismos da seguran√ßa p√ļblica n√£o sigam as suas atividades ao bel prazer de uns e contra a vontade da maioria.

Até porque, se todos são iguais perante a lei, por que grassa a impunidade? E o mal ainda se torna maior quando os corpos das vítimas são vilipendiados ao serem espalhados pelas redes sociais, levando-se em alta conta a longa espera pela presença da Polícia Técnica, fazendo com que a família sofra com a exposição demasiada do corpo.

Paga-se para nascer, paga-se muito mais para viver e para morrer o pre√ßo pago √© a desmoraliza√ß√£o p√ļblica por conta do vilipendio de cad√°ver e da longa espera para o recolhimento dos restos mortais.

 

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