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Tribuna de Nobres

20/07/2018
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Opinião

No Pais das semelhanças e das desigualdades

Ainda hoje, 358 anos depois, muitos ainda têm que resistir, ainda que não seja a um regime de escravidão, mas aos ataques pessoais, às ofensas indiretas, as piadinhas, as alcunhas criadas em relação à cor da pele.
Ainda hoje, muitos não aceitam que o presidente do STJ, ministro Joaquim Barbosa, seja o presidente daquela Alta Corte da Magistratura Brasileira e colocam em xeque a sua capacidade ao decretar a prisão dos mensaleiros.
Numa rua qualquer de um bairro, seja em que cidade for, o menino de cor, se tiver habilidade com a bola, será sempre bem aceito embora com o apelido característico e vítima de uma brincadeira aqui ou acolá.
No Senado Federal, Valdon Varjon foi um dos primeiros negros a assumir uma cadeira ali e é o criador da Lei nº 1943, de 11 de novembro de 1963, que criou o município de Nobres, quando ainda era deputado estadual. Foi nome de rua em Nobres quando ainda era vivo, mas teve o nome retirado da rua por exigência do MPE e tempos depois acabou falecendo e nunca mais foi lembrado em Nobres.
Em Cuiabá, nos anos 60, o Clube Esportivo Dom Bosco, criado por militares, era o Clube da Elite, onde chegou a sair tiro por conta da presença do colunista social Jejé de Oyá, por ser negro num período em que a segregação era evidente em Cuiabá.
De lá para cá muita coisa mudou, mas ainda estão presentes as manifestações veladas em relação à segregação. Ainda se registra as situações veladas, através das comparações (mal) feitas ou via piadinhas e colocações que endereçam a esse fato.
Nos programas televisivos vão mais além, através de entrevistas onde lideranças antirraciais citam casos da literatura, onde não há nenhum personagem negro e alguns que se estabeleceram com rótulos claros, caso de Branca de Neve.
Mas, o importante mesmo, é que as lutas do passado não ficaram em vão e hoje, Zumbi de Palmares, é reverenciado, exatamente pela sua luta contra a escravidão e a opressão. A mesma que muitos ainda sofrem e que dizem por aí se tratar de "marajá" de "tubarão" ou de ser o responsável direto pelo mal estar entre líderes governantes na cidade de Nobres.
Tudo isso faz parte de uma proposta segregadora, guardada lá no fundinho d'alma de uns e outros. Esse seria o incômodo, o constrangimento que preocuparia a determinados reclamantes. Não menos diferente seria em relação a um outro servidor municipal local, citado verbalmente como sendo "negrinho" e incapacitado para a função.
Esse, nem quis ver a situação como segregadora e preferiu ignorar. Mas são algumas das formas que vemos por aí, cotidianamente, levadas a efeito através de picuinhas e de citações de cunho meramente segregador, com o intuito de atacar as pessoas pelo lado mais equivocado, a cor da pele.
Salvo se for através da Academia Brasileira de Letras, branco não é imortal e fede como a um ser comum se os seus restos mortais não estiverem a sete palmos do chão. Da mesma forma, o cemitério é o lugar comum de negros e brancos, que vieram do pó e ao pó retornarão, após as suas passagens pela Terra, independente da cor da pele, mas com importância sobre como se portaram por aqui.
Mas, por enquanto, vamo-nos acomodando fora dos quilombos, aceitando as cotas raciais para ter direito ao ensino superior e seguiremos avançando rumo a um processo de igualdade que pode levar mais alguns séculos pela frente. Vamos depositando nossa fé em São Joaquim Barbosa e o milagre de ter levado para a cadeia a "nata" do luxo político num País aonde a roubalheira não tem cor e nem raça, mas interesses comuns, como o de roubar o dinheiro da outra nata... a dos pagadores de impostos.
Comemorado hoje (20), data da morte de Zumbi dos Palmares, o Dia da Consciência Negra deve servir para que os brasileiros reflitam sobre a desigualdade, a intolerância e o preconceito ainda existentes na sociedade. É o que revela nota técnica do Instittuto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ao mostrar, por exemplo, que, em Alagoas, os homicídios reduziram a expectativa de vida de homens negros em quatro anos.

A nota Vidas Perdidas e Racismo no Brasil aponta que, além de Alagoas, estados como o Espírito Santo e a Paraíba concentram o maior número de negros vítimas de homicídio. ""Enquanto a simples contagem da taxa de mortos por ações violentas não leva em conta o momento em que se deu a vitimização, a perda de expectativa de vida é tanto maior quanto mais jovem for a vítima", revela o estudo.

Os autores Daniel Cerqueira e Rodrigo Leandro de Moura, ambos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisaram até que ponto as diferenças nos índices de mortes violentas de negros e não negros estão relacionadas com questões como as diferenças econômicas, ao racismo e de ordem demográfica. "O componente de racismo não pode ser rejeitado para explicar o diferencial de vitimização por homicídios entre homens negros e não negros no país", concluiram os pesquisadores da FGV.
"O negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele", dizem os técnicos. No estudo, eles concluem que essas discriminações combinadas podem explicar a maior prevalência de homicídios de negros quando comparada aos índices do restante da população.


Por B. Fernandes de Souza com 24 Horas News

 

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