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Tribuna de Nobres

28/05/2020
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Percep√ß√Ķes tardias

B.F. de Souza

O município de Nobres tem buscado seu espaço dentro do cenário turístico nacional desde os tempos em que foi criada a primeira pasta de Turismo, na gestão do então prefeito Devair Valim de Melo (1997/2000), ocupada pelo pioneiro e entusiasta Everaldo Ferreira de Barros. Há quase duas décadas atrás, Everaldo já falava sobre turismo rural e ensaiava os primeiros passos para a descoberta desse rico filão que é o turismo em Nobres.

Uma das precursoras da informação sobre o descaso para com o rico manancial existente em Nobres, a bela Lagoa Azul, foi a então repórter da TV Centro América, Rose Velasco, que noticiou, à época, os crimes ambientais que ocorriam no entorno das cavernas, com a extração ilegal de madeira e o plantio de arroz com aplicação de defensivos agrícolas, despejados através das chuvas, na nascente do rio que banha a Lagoa Azul.

A partir da divulga√ß√£o dos crimes ambientais, todas as aten√ß√Ķes se voltaram para a Lagoa Azul e desde ent√£o o turismo ganhou maior repercuss√£o. Depois vieram os mergulhadores profissionais e com eles uma maior amplitude na divulga√ß√£o do turismo em Nobres, que ganhou espa√ßo na m√≠dia nacional e internacional atrav√©s da Revista EcoNews.

Convidado, insistentemente, por Everaldo Barros, o empres√°rio e mergulhador Cleber Oliveira Leite resolveu investir em Nobres, estabelecendo ali um dos empreendimentos mais visitados o Reino Encantado. Outros grandes empres√°rios hoje est√£o estabelecidos em Nobres, e os irm√£os Vicente e Antonio Constantino, o Toninho da Anaconda, integram esse rol de pioneiros e investidores na atividade em Nobres.

A saga dessa gente empreendedora come√ßa ali por volta dos anos de 1990, um pouco mais adiante de uma outra saga, a posse das terras da Uni√£o pelos velhos pioneiros que ficaram alojados nas depend√™ncias do est√°dio municipal ‚ÄúBaliz√£o‚ÄĚ, por volta de 1.988. At√© ent√£o, o interesse era meramente agr√°rio, com muitas fam√≠lias a espera de um peda√ßo de terra para plantar.

Anos depois é que as belezas cênicas de Nobres foram desnudadas e muitos olhares se voltaram para o município, hoje, comparado com outras potências em atratividade turística.

Por pertencer a União, as terras que integram o PA Coqueiral/Quebó, ainda não recebeu grandes investimentos em face desse demorado processo de titulação das áreas, afinal, qual empresário vai querer investir em terras pertencentes à União?

Uma das esperan√ßas de titula√ß√£o come√ßou na gest√£o do ent√£o prefeito Jos√© Carlos da Silva, com os procedimentos de georreferenciamento conclusos, mas que, de alguma forma, encontram um entrave em uma ou outra reparti√ß√£o p√ļblica.

O lend√°rio governador Dante de Oliveira prometeu investimentos de 700 mil d√≥lares no PA Coqueiral/Queb√≥, o que nunca aconteceu, n√£o bastassem as in√ļmeras empresas contratadas para mapeamento das cavernas, levando dinheiro de nossa gente para realiza√ß√Ķes infrut√≠feras nos √ļltimos anos.

Criou-se ali o Parque Estadual ‚ÄúGruta da Lagoa Azul‚ÄĚ, delimitado em uma √°rea de supostos 43 mil hectares, atravancando ainda mais as esperan√ßas de titula√ß√£o das √°reas com a participa√ß√£o do ent√£o deputado Humberto Bosaipo.

Entre 2.009 e 2.012, o ent√£o secret√°rio que comandava o Intermat, Afonso Dalberto, realizou in√ļmeras reuni√Ķes em Nobres, todas com a finalidade de destravamento burocr√°tico da titula√ß√£o da √°rea. Atualmente, Afonso Dalberto responde a processo na Justi√ßa e o munic√≠pio continua √†s voltas com a burocracia predominante.

Na administra√ß√£o do prefeito Gilmarzinho da Ecoplan, a partir da escolha do empres√°rio Cleber Oliveira Leite para a secretaria municipal de Turismo, deu-se continuidade a trabalhos que tiveram in√≠cio na gest√£o 2009/2012, inclusive com o ent√£o secret√°rio Andr√© Avelino Bezerra implementando v√°rias a√ß√Ķes pelo turismo.

Na gestão do prefeito Flávio Dalmolin, o empresário Vicente Campos abriu as portas do cenário nacional e internacional para o gestor, conduzindo o município a uma boa divulgação na mídia nacional e por consequência internacional.

√Č poss√≠vel dizer que uma praia √© formada por part√≠culas de areia, da mesma forma com que o turismo em Nobres vem sendo implementado, ano ap√≥s ano, gest√£o a gest√£o, com cada um dando a sua contribui√ß√£o para que hoje, bem ou mal, estejamos nessa condi√ß√£o.

Recentemente, um burocrata ligado a Embratur, disse a imprensa que Nobres está atrasado no turismo e que o município não pode receber turistas por conta da hotelaria com imagem defasada.

Essa visão é equivocada e lamentável, quando o burocrata instalado em Brasília deveria se informar com a ex-deputada Teté Bezerra, que também já deu a sua parcela de contribuição pelo turismo em Nobres, sobre como tem sido difícil a batalha para tentar vencer a burocracia.

Não fossem os interesses comerciais e pessoais de alguns políticos, nem a MT-241 pavimentada Nobres teria. E ainda assim, de qualidade reclamada.

O turismo em Nobres tamb√©m tem os seus esqueletos, a apavorar por a√≠. H√° anos atr√°s, a pompa com que se inaugurou o uso da linha de transmiss√£o de energia el√©trica, cedida pelo empres√°rio Osmar Borges, cuja morte at√© hoje √© alvo de muitas especula√ß√Ķes, nem isso o munic√≠pio teria.

E olha que ao menos uma vez por semana, no m√≠nimo, falta energia no setor rural, onde est√° o ‚Äúfervo‚ÄĚ tur√≠stico. Flagrou-se grande quantidade de lixo jogada √†s margens da MT-241, a pouco menos de 2.000 metros da Vila de Bom Jardim.

Ent√£o, os problemas s√£o enormes e as respostas positivas viajam sobre a carapa√ßa de um quel√īnio qualquer.

Diante de toda essa luta, por anos a fio, com o envolvimento de muitas autoridades políticas, de parlamentares de todas as esferas políticas, o turismo em Nobres ainda engatinha, com muitas críticas, principalmente, a gastronomia; a conclusão é a de que a atividade turística em Nobres esteja envolta em brumas... com a princesa a espera de um príncipe encantado para o beijo que a tire desse estado letárgico.

Ou ser√° que vemos o turismo com a vis√£o da conveni√™ncia? O mesmo turismo que est√° a√≠, h√° anos, envolvido nesse ‚Äúcabo de guerra‚ÄĚ, onde a burocracia predominante puxa de um lado e os que batalham cotidianamente pelo fim da burocracia empunham a corda na outra ponta.

Oxal√°!, os nossos baixinhos (ou prejudicados verticalmente) tivessem a for√ßa de Davi e conseguissem, com uma √ļnica estilingada, derrubar o Golias travestido de burocracia... que habita os suntuosos gabinetes brasilienses, como se algu√©m ou muitos estivessem ‚Äúcom d√≥‚ÄĚ de liberar a documenta√ß√£o que abre as portas para a definitiva titula√ß√£o das terras da Uni√£o que formam o PA Coqueiral/Queb√≥.

Não! Clebinho e nem Gilmarzinho não foram o Davi esperado. Mas eles também integram o rol dos suplicantes que clamaram e ainda clamam pela desatação do nó que tem sido a burocracia que emperra a titulação das terras no PA Coqueiral/Quebó.

Quem sabe um dia, todos possam celebrar o trabalho começado por aqueles que tombaram vencidos pelo ciclo vital encerrado, cuja luta jamais pode ser esquecida.

Eles s√£o os m√°rtires da terra prometida que hoje se tornou um manancial de esperan√ßas para al√©m do simples plantar e colher, mas o vislumbre de que descansar, mergulhar entre peixes, estar perto da natureza e comer simples e bem... o nome que se d√° a isso √© turismo. √ā¬†√ā¬†

Quem enxerga o cen√°rio de outra forma, decerto que precisa de uma urgente visita ao oftalmologista.

 

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