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Tribuna de Nobres

28/05/2020
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Entre corruptores e vendilh√Ķes uma ficha, limpa ou suja?

O Brasil é mesmo um país de muitos contrastes, tanto, que contrasta a eterna relação de ambiguidade entre corruptor e corruptos no difamado terreno político. Foi necessária a intervenção da sociedade contra a mesma sociedade (esta segunda parte, fatiada e representativa de uma pequena parcela), na criação de um projeto de lei que teve a denominação de "ficha limpa", que também contrasta com a denominação "ficha suja". O que diferencia uma e outra nomenclatura, entre limpo e sujo? Apenas a oportunidade de garantir inscrição àqueles que pleiteam um cargo eletivo e devem estar com a ficha limpa. Estando com a ficha suja, nada feito, tal e qual o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), que não garante acesso à compras ao credor que estiver negativado. No caso específico do projeto de iniciativa popular, não faltará entendimentos que abrirá 'brechas' para livrar a cara de um ou outro candidato. O Brasil é um país que "respeita" as leis, criadas e sancionadas pelos próprios políticos que, seguramente, não adotam a postura da auto-mutilação.
Mas, quando criada pela iniciativa popular, uma ou outra lei parece "n√£o pegar", at√© porque, muitos querem que tal lei realmente n√£o pegue... nenhum pol√≠tico com as cal√ßas nas m√£os. Contrasta neste pa√≠s, o interesse de poucos sobre o dinheiro de muitos, onde o contribuinte s√≥ tem um √ļnico direito, o de pagar os seus impostos, religiosamente, e se manter calado. Quando o povo se rebela contra as mazelas pol√≠ticas, fazendo criar uma lei popular, eis que que se insurgem contra o povo os mais renomados juristas, capaz de descobrir uma cabe√ßa de alfinete no oceano banhado pelo petr√≥leo que vaza de um po√ßo em alto mar num lugar qualquer do Planeta. √Č uma brecha aqui, um badulaque jur√≠dico ali e todas as portas se abrem, descortinando um horizonte √† malandragem daqueles que se financiam com dinheiro p√ļblico para atingir as cumeadas do poder. E o mais engra√ßado, contra o povo/contribuinte, todas as respostas s√£o r√°pidas, mas, em desfavor da roubalheira oficializada, a√≠, a coisa √© mais embaixo, ou seja, vai de lombo de tartaruga (ou sobre a carapa√ßa do bichinho).
A lei da ficha limpa parece querer emperrar os interesses de uma casta de privilegiados, alguns, com a denomina√ß√£o ultrajante de grande lideran√ßa ou de insubstitu√≠vel que integra a lista dos que "roubam mas d√° lucro". Mas, para que uma lei de 'ficha limpa' em uma sociedade politizada e que n√£o costuma vender o seu voto? √Č a√≠ que h√° o contraste, bastante acentuado, sobre a necessidade de se coibir abusos cometidos por abusadores da boa f√© popular. Se tornou quase que irresist√≠vel para muita gente, ver aquelas c√©dulas de R$ 50,00, pululando nas m√£os dos intermediadores do voto. Mas h√° ainda, a contrata√ß√£o de pessoas para 'trabalhar' para o candidato e que mais tarde se transformam (por for√ßa contratual(?) no eleitor do contratante).
S√≥ para exemplificar, vamos citar o caso de Nobres, onde tal 'fen√īmeno' ocorre corriqueiramente em per√≠odos de campanha eleitoral. Nas elei√ß√Ķes locais, contrata-se fam√≠lias inteiras e at√© os empreendimentos comerciais, de onde saem as cestas b√°sicas (pelos fundos) para doa√ß√£o aos eleitores. Consta que carteiras de motoristas (despesas de custos) s√£o oferecidas e at√© a exist√™ncia de cheques sem fundo s√£o citadas em campanhas locais. E quem vai fiscalizar isso no nascedouro? A Justi√ßa Eleitoral n√£o tem como cuidar individualmente de cada eleitor e aqueles que sabem, n√£o denunciam. Em Nobres, corre boato (ou seria fato?) que um cheque sem fundo, de mais de dois mil reais, continua perambulando por a√≠, por falta de cumprimento da obriga√ß√£o assumida de um certo candidato. O pagamento das despesas com carteira de motorista n√£o cumpridos corre de boca em boca, mas ningu√©m ousa dizer onde, quando e quem est√° por tr√°s disso. Comenta-se que at√© um "mimo" ao eleitor teria sido feito com objeto roubado. Se √© verdade ou n√£o, ainda n√£o se tem conhecimento.
E esses candidatos que assim agem, se incluiriam entre os 'ficha limpas?'. E para que uma lei da 'ficha limpa', se corruptores e corruptos ainda permeiam entre os interesses mais altaneiros de uma sociedade? √Č preciso destacar que a lei da ficha limpa n√£o foi criada para combater a compra de votos, mas para combater aqueles que j√° cometeram abusos no passado, utilizando-se do cargo eletivo para sustentar os seus interesses, pessoais e de correligion√°rios. O 'ficha limpa' n√£o menciona, nunca, as propriedades patrimoniais dos pol√≠ticos, que mant√©m concess√Ķes de emissoras de r√°dio e de tev√™ para ludibriar a boa f√© do povo. Em nenhum artigo ou par√°grafo de tal lei se v√™ inserida alguma cita√ß√£o sobre enriquecimento il√≠cito ou sobre surrupiamento do dinheiro p√ļblico para financiamento de campanha, mas √© abrangente do ponto de vista de se combater tais desigualdades diante do direito do eleitor de votar e de ser votado.
Não se fala em abuso de poder financeiro em campanha eleitoral na lei da 'ficha limpa' e nem há citação sobre o 'ficha limpa' de hoje que será o "ficha suja" de amanhã. Mas, enquanto haver quem venda o seu voto ou o troque por cesta básica, haverá sempre o contraste entre corruptor e vendilhão, com excelente margem de lucro ao mercantilizador de vontades. E o 'mercador' de votos ainda ganha um rótulo bem especial, popularizado na citação de que "rouba mas dá lucro", obviamente, lucro a si, ao que se financia com dinheiro do contribuinte.
Se h√° um "buraco negro", ele est√° acima do c√©u deste Pa√≠s e sobre as cabe√ßas dos mato-grossenses, em uma terra onde a elei√ß√£o √© comprada e mais tarde, se algu√©m desconfiar, compra-se uma senten√ßa que garanta a perman√™ncia no cargo. Quando se fala em capitalismo selvagem, de fato, ele est√° caracterizado exatamente no poder aquisitivo dos candidatos, que se financiam com o dinheiro p√ļblico para comprar consci√™ncias inconscientes, alimentando a eterna roda viva, frequentada por corruptores e vendilh√Ķes. Ah! Uma ficha sobre a mesa, o discernimento sobre ser limpa ou suja depende muito de quem v√™ brechas em inv√≥lucros hermeticamente fechados... h√° uma senten√ßa para cada cabe√ßa e muitas cabe√ßas para cada senten√ßa e, ainda, os mercadores de ilus√£o rondando os vendilh√Ķes de votos.
 

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